Nossas turmas...
Nossa enturmação acontece Horizontalmente,por idade.
18 meses - Kids 1
2 a 3 anos - Kids 2
3 a 4 anos - Kids 3
4 a 5 anos - Kids 4
5 a 6 anos - Kids 5
E uma turma de Apoio Pedagógico.
Há em muitos momentos no desenvolvimento das atividades em que o agrupamento vertical permite o relacionamento de crianças com idades e desenvolvimento diferentes, possibilitando a interação, por exemplo, em atividades de livre escolha pela criança a partir de seu interesse, aulas-passeio, de livre-expressão, “lá fora”, entre outros.
Acreditamos que a criança deva entrar em contato com outras crianças de idades diferentes para poder alavancar sua aprendizagem. Assim, como os menores aprendem com os maiores,estes também tem grande aprendizado com os pequenos.
São momentos assim que temos vivido nestas férias...
Muita brincadeira, aprendizado, partilha, cooperação, tinta, correria, piscina e "milk shake", entre tantas outras delícias.
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Em que o Educandário Conhecer se assemelha às escolas de Reggio Emilia — consideradas as melhores do mundo?

A Escola de Educação Infantil Educandário Conhecer nasceu de um sonho e hoje é uma realidade. Baseada nas técnicas Freinet tem como meta a cooperação, o trabalho e respeito.
Nossa afinidade com a Reggio Emília é pura e tão simplesmente casual, sendo duas escolas distintas, mas suas idéias se fundem na qualidade da educação e o respeito pela criança. As duas escolas são inovadoras: os pais fazem parte da escola, ajudam no planejamento e até participam de algumas aulas. Os eventos são organizados pelas famílias, educadores e alunos, com o objetivo de integração e coletividade, mostrando a essas crianças que a escola é uma continuidade de seu lar, tornando-as uma grande família e intensificando o papel sócio-cultural que ela ocupa na sociedade.
Um dos aspectos que mais chama a atenção é a abordagem de ensino que ambas adotaram na escola. Usa a linguagem da Arte - que é inerente na criança - para extrair seus pensamentos, desejos, inquietações, e ajudar a dar significados e sentido ao mundo em que vivem, e suas questões. Após esta coleta de informações fornecidas pelas crianças os educadores se reúnem e elaboram o planejamento das aulas, e acatam sugestões dos pais.
Essas crianças passam a pesquisar o tema, vão às ruas observar, investigar, experimentar e depois voltam à escola para se expressar da melhor forma que sabem (aulas-passeio), por meio de símbolos artísticos, como desenho, esculturas, pinturas, etc. As atividades são exploradas ao máximo, até que a criança se dê por satisfeita. Quando elas não conseguem se expressar como gostariam, são encorajadas a refletir e recomeçar.

Conheça um pouco mais sobre a Reggio Emília:
Da destruição surge um sonho: uma pequena escola
Era o fim da Segunda Guerra Mundial. Tempos terríveis; para todo lado que se olhava, a única coisa que se enxergava era destruição, fome, ruínas e pobreza. Foi neste espírito de derrota em meio à destruição que muitas mães de uma pequena cidade italiana - Reggio Emília - sonharam um mundo melhor para seus filhos: uma escola!
Em uma terra doada por um fazendeiro, foi lançada a semente desse sonho. Juntas, aquelas mães venderam um tanque de guerra e os cavalos deixados para trás pelos soldados, mas não era suficiente. Todos os recursos que elas tinham estavam em seus arredores, ou seja, nada é o que normalmente pensamos. Pois essas mães visionárias retiraram desse nada tudo o que precisavam para consolidar esse sonho. Das casas bombardeadas foram retirados os tijolos e vigas. Os sobreviventes da guerra ajudaram trabalhando noite e dia para a construção de uma escola para crianças pequenas. E a semente do sonho foi lançada no terreno doado pelo fazendeiro.

O maior ensinamento que passaram a seus filhos foi o de reconstruir a partir das ruínas em que, aparentemente, encontravam-se suas vidas. Esse é o verdadeiro sentido de coletividade e união para se alcançar um objetivo – e nesse espírito a escola foi formada e estruturada. Todos participam e contribuem: os pais, os comerciantes e a sociedade.
Essas crianças têm se mostrado tão criativas e competentes que já existem exposições pelo mundo afora com suas produções artísticas. Suas competências não são exploradas apenas no mundo da arte, muito pelo contrário; a arte é o meio que os educadores usam para introduzir outros conhecimentos. Essa eficácia se revelou ao mundo e tem se propagado por ele. Já existem diversas escolas nos Estados Unidos e Europa.
No Brasil, existem pouquíssimas escolas que adotaram esse método de ensino. Todas preferem adotar métodos prontos como livros e apostilas com resultados muitas vezes duvidosos. Nesse sentido o Educandário Conhecer e Reggio Emília, são muito parecidas e remam rumo a um único objetivo: Fazer uma educação de qualidade onde a criança aprenda além de letras e números, respeito e cooperação o que é fundamental para direcionar a criança em seu desenvolvimento como ser humano. Sem dúvida, fazemos a diferença.
Vygotsky X Piaget = Educação


Com relação ao jogo, Piaget (1998) acredita que ele é essencial na vida da criança. De início tem-se o jogo de exercício que é aquele em que a criança repete uma determinada situação por puro prazer, por ter apreciado seus efeitos.
Em torno dos 2-3 e 5-6 anos nota-se a ocorrência dos jogos simbólicos, que satisfazem a necessidade da criança de não somente relembrar o mentalmente o acontecido, mas de executar a representação.
Em período posterior surgem os jogos de regras , que são transmitidos socialmente de criança para criança e por conseqüência vão aumentando de importância de acordo com o progresso de seu desenvolvimento social. Para Piaget, o jogo constitui-se em expressão e condição para o desenvolvimento infantil , já que as crianças quando jogam assimilam e podem transformar a realidade.
Já Vygotsky (1998), diferentemente de Piaget, considera que o desenvolvimento ocorre ao longo da vida e que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo dela. Ele não estabelece fases para explicar o desenvolvimento como Piaget e para ele o sujeito não é ativo nem passivo: é interativo.
Segundo ele, a criança usa as interações sociais como formas privilegiadas de acesso a informações: aprendem a regra do jogo, por exemplo, através dos outros e não como o resultado de um engajamento individual na solução de problemas. Desta maneira, aprende a regular seu comportamento pelas reações, quer elas pareçam agradáveis ou não.
Enquanto Vygotsky fala do faz-de-conta, Piaget fala do jogo simbólico, e pode-se dizer, segundo Oliveira (1997) ,que são correspondentes.
“O brinquedo cria uma Zona de Desenvolvimento Proximal na criança”. (Oliveira, 1977: 67), lembrando que ele afirma que a aquisição do conhecimento se dá através das zonas de desenvolvimento: a real e a proximal. A zona de desenvolvimento real é a do conhecimento já adquirido, é o que a pessoa traz consigo, já a proximal, só é atingida, de início, com o auxílio de outras pessoas mais “capazes”, que já tenham adquirido esse conhecimento.
“As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade (Vygotsky, 1998).
Piaget (1998) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável à prática educativa (Aguiar, 1977: 58).
Na visão sócio- histórica de Vygotsky, a brincadeira, o jogo, é uma atividade específica da infância, em que a criança recria a realidade usando sistemas simbólicos. Essa é uma atividade social, com contexto cultural e social. É uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos.
Para Vygotsky, citado por Wajskop (1999:35): ...a brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento proximal que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema, sob a orientação de um adulto, ou de um companheiro mais capaz.
Vygotsky, citado por Lins (1999), classifica o brincar em algumas fases: durante a primeira fase a criança começa a se distanciar de seu primeiro meio social, representado pela mãe, começa a falar, andar e movimentar-se em volta das coisas. Nesta fase, o ambiente a alcança por meio do adulto e pode-se dizer que a fase estende-se até em torno dos sete anos. A segunda fase é caracterizada pela imitação, a criança copia os modelos dos adultos. A terceira fase é marcada pelas convenções que surgem de regras e convenções a elas associadas.
Vygotsky (1989: 109), ainda afirma que: é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não por incentivos fornecidos por objetos externos”.
A noção de “zona proximal de desenvolvimento” interliga-se portanto, de maneira muito forte, à sensibilidade do professor em relação às necessidades e capacidades da criança e à sua aptidão para utilizar as contingências do meio a fim de dar-lhe a possibilidade de passar do que sabe fazer para o que não sabe. (Pourtois, 199: 109).
As brincadeiras que são oferecidas à criança devem estar de acordo com a zona de desenvolvimento em que ela se encontra e estimular para o desenvolvimento do ir além; desta forma, pode-se perceber a importância do professor conhecer a teoria de Vygotsky.
No processo da educação infantil o papel do professor é de suma importância, pois é ele quem cria os espaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz a mediação da construção do conhecimento.
A desvalorização do movimento natural e espontâneo da criança em favor do conhecimento estruturado e formalizado, ignora as dimensões educativas da brincadeira e do jogo como forma rica e poderosa de estimular a atividade construtiva da criança. É urgente e necessário que o professor procure ampliar cada vez mais as vivências da criança com o ambiente físico, com brinquedos, brincadeiras e com outras crianças.
O jogo, compreendido sob a ótica do brinquedo e da criatividade, deverá encontrar maior espaço para ser entendido como educação, na medida em que os professores compreenderem melhor toda sua capacidade potencial de contribuir para com o desenvolvimento da criança.
Trabalho X Coletivo: Uma proposta que dá resultado

No EDUCANDÁRIO CONHECER, o papel do educador compete em criar um meio capaz de satisfazer as necessidades básicas da criança, apoiando-se nos conhecimentos nascidos da vivência diária com elas, respeitando-as tal como são, com suas tendências próprias e compreendendo o condicionamento de suas personalidades em decorrência do meio familiar e social.
Conquistamos a confiança da criança, estabelecendo, entre os dois, um clima de segurança e recíproca doação, permitindo, dia a dia, que a criança se torne ela própria. A isso chamamos de atmosfera Freinet. Nossos educadores são conscientes de que o sentimento de sucesso é indispensável à criança para que esta possa progredir. A existência de uma motivação verdadeira é muito importante, principalmente nos momentos em que a criança se torna acessível às novas atividades, como a leitura, a escrita e a iniciação ao raciocínio lógico-matemático. São nesses períodos sensíveis que o educador deve estar atento e disponível, pois as crianças podem ir muito mais longe do que as previsões. E é assim na Escola Educandário Conhecer. Como dizia Freinet:
“Educar não é uma fórmula de escola, mas uma obra de vida.”
A Escola dos Sonhos

A escola dos sonhos, ao contrário do que se pensava,não é aquela onde o silêncio imperava, as carteiras se enfileiravam, as moscas eram ouvidas.
Não é aquela onde muros altos escondiam (e ainda escondem) os horizontes do mundo, as cores,as flores, a vida.
Não é aquela que pune através da avaliação, retenção, e malfada talentos ao fracasso.
Não é aquela que, arbitrariamente, vê o aluno por um só prisma, mas o vê como um ser único e completo, em todas as suas facetas e façanhas, em todas as suas competências e habilidades.
Não é aquela que utiliza o erro para punir, mas para avançar e faz deste erro um degrau para a aprendizagem.
A escola dos sonhos remunera bem e oferece condições para que seus educadores se atualizem e conheçam outros horizontes.
A escola dos sonhos abre portas para os alunos e seus mestres enxergarem os horizontes e o que tem por detrás deles.
A escola dos sonhos encoraja, questiona, instiga, faz pensar, ser e acontecer.
Na escola dos sonhos, professores não ensinam, aprendem a aprender e auxiliam no aprendizado.
Na escola dos sonhos, o aluno acredita que está aprendendo, quando na verdade, está ensinando.
Por: Daniele Júlia N.da Costa
A Arte da escola para a vida

A Arte trabalhada na escola vem sendo repensada há algum tempo. Está muito longe do ideal de estudo da Arte o que temos visto e vivenciado nas escolas brasileiras.
Esta área deve ser tratada com maior seriedade, muito mais do que entregar folhinhas com desenhos e fazer cartonagens com os alunos nas datas cívicas e comemorativas, estudar a Arte implica em conhecê-la, aprendê-la e vivenciá-la, principalmente, para compreendendo-a podermos levá-la para a vida, pelo resto da vida.
Acredito que Arte quando aplicada, estudada e trabalhada de forma consciente e coerente, pode levar o aluno a uma, denominada por mim, em estudo que realizei, MEDRANÇA INTEGRAL.
A “MI” é um “florescer” do ser humano para a vida, é desabrochar em todos os campos e sentidos. E através da Arte isso torna-se possível.
Ao conhecer e compreender a Arte a partir da vivência dela o aluno a incorpora e a transfere para todos os campos da vida.
Mas, para tanto, o professor precisa conhecer e compreender a Arte como fundamental para o desenvolvimento integral do aluno. Sabemos que hoje ainda não há uma formação condizente nem continuada, nem inicial que favoreça este ”florescer”. É fundamental um olhar mais apurado e direcionado, na busca pela sensibilização e direcionamento do olhar de alunos, hoje, adultos, no futuro. Mas, mais fundamental ainda é a sensibilização do olhar do professor para a Arte a ser aplicada em nossas salas de aula. Contudo, não é culpa dele não conhecer e saber fazer Arte. Muito mais culpa é das instituições educacionais de formação profissional que não dão o suporte que estes necessitam.
Por: Daniele Júlia N. da Costa
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